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MPE cobra segurança nos jogos do Alagoano 2010
 
02/03/10
 
Os promotores de Justiça Max Martins e Denise Guimarães se reuniram, nesta terça-feira (2), de forma urgente, com o presidente da Federação Alagoana de Futebol (FAF), Gustavo Feijó, e o representante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Claudivan Gomes de Albuquerque. O motivo da reunião é que os torcedores do ASA e CRB estavam marcando um confronto, através da internet, entre torcidas uniformizadas dos clubes. O jogo está marcado para esta quarta-feira, às 15h, no Estádio Severiano Gomes Filho, na Pajuçara.

O tenente-coronel Claudivan Gomes informou que em virtude dos episódios acontecidos na última partida entre as duas equipes, na cidade de Palmeira dos Índios, o efetivo policial foi insuficiente. “Para esta nova partida foi designado um efetivo policial de 155 homens, incluindo Cavalaria, Bope e Rádio Patrulha, para realizar o plano de segurança”, esclareceu.

Ainda segundo o representante do CPC, o ônibus que vem de Arapiraca vai ser escoltado pelo Comando de Policiamento do Interior (CPI), que também vai acompanhar a escolta no retorno dos torcedores ao município. O ofíciao disse ainda que solicitou à FAF a instalação de arquibancada metálica para que seja facilitada a separação entre as torcidas.

Já o presidente da FAF está aguardando o aval do engenheiro, para que seja liberada a instalação da arquibancada metálica. Gustavo Feijó informou que serão locadas três câmeras de vigilância. Elas ficarão, segundo ele, sob a operação da PM/AL. “Caso seja detectado algum tumulto causado pela torcida, o clube está passível de punição com perda de mando de campo”, concluiu.

A promotora Denise Guimarães solicitou, ao serviço de inteligência da polícia, o acompanhamento de sites, blogs e fóruns que estão sendo utilizados para o agendamento de confrontos entre torcidas organizadas, no intuito de identificar os torcedores.

Finalizando a reunião, o promotor Max Martins disse que ajuizou uma Ação Cautelar, na última segunda-feira, onde foi pedido liminarmente que a Justiça proíba o acesso de torcedores caracterizados, ou em posse de camisas, bonés, bandeiras, símbolos, calções, agasalhos, toucas, que façam alusão as torcidas organizadas.
 
Fonte: Ascom MP